quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Semana Nacional na Paraíba deve mobilizar 35 mil pessoas


A programação da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia inclui apresentação de trabalhos científicos, palestras nas escolas, feira de agronegócio, exposição de produtos e atividades culturais.

A previsão do coordenador do evento no Estado, Fernando Medeiros, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) é de que o evento deve mobilizar 35 mil pessoas. Diante do objetivo de popularizar a ciência e despertar o interesse, em especial das crianças e dos jovens, sobre assuntos relacionados à área de ciência e tecnologia, a universidade e parceiros definiram uma programação variada para o período de 15 a 21 de outubro.

Mais de 300 atividades da Paraíba já foram registradas no site oficial da SNCT, com a participação de 11 instituições parcerias em 15 cidades. A cerimônia de abertura da Semana no Estado será realizada em 15 de outubro, no Café Cultura, em Santa Luzia/PB, às 19h.

Pesquisas - Em Campina Grande, o Instituto Nacional do Semiárido (Insa), ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), promove, de 15 a 19 de outubro, o projeto Cientista na Escola, pelo qual pesquisadores da instituição irão ministrar aulas nas escolas públicas sobre o tema da SNCT: “Economia Verde, Sustentabilidade e Erradicação da Pobreza”. Na nova sede do Insa, o público também poderá conhecer as pesquisas desenvolvidas pelo instituto nas áreas de meio ambiente, recursos hídricos e coleta seletiva.

A sede do Insa fica na Avenida Francisco Lopes de Almeida, no bairro Serrotão. No local, serão instaladas tendas para a apresentação dos trabalhos, além de uma unidade móvel do Museu Interativo do Semiárido (Misa) da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), que atua com divulgação cultural e científica da região, em especial, sobre a fauna, sobre a flora e sobre as potencialidades da região.

Universidade - Do total de público a ser atingido, 7.500 serão contemplados durante a SNCT em João Pessoa. Pelo Circuito do Conhecimento, a UFPB “abrirá suas portas” à sociedade pessoense, particularmente aos alunos do ensino básico, “oportunizando a socialização de conhecimentos e a interação com as atividades desenvolvidas pela universidade em prol da ciência e tecnologia”, afirma Medeiros.

Entre as ações programadas, está também o Círculo de Palestra, que terá abordagens como a gestão ambiental na escola; além de iniciativas como a II Caminhada Cultural da UFPB e de atividades culturais nos campi de João Pessoa, de Areia e de Bananeiras, com a participação da Orquestra Jovem da universidade, do Grupo de Teatro Deuzerohoravamoembora e de outras atrações a serem confirmadas.

Agronegócio - Cerca de 50 empresas da região do Vale do Piranhas, no Sertão paraibano, irão apresentar os potenciais produtivos nos setores da indústria, comércio, serviço e agronegócio durante a 8ª edição da Exposição de Produtos e Serviços do Vale do Piranhas (Expovale), que será realizada entre os dias 18 e 21 de outubro, no município de Sousa.

Paralelo a Expovale, também será promovida a 3ª edição da Feira de Agronegócios do Vale do Piranhas (Agrovale). Os eventos fazem parte das ações do Sebrae/Paraíba (Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa) Paraíba durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia.

Uma grande estrutura será montada no Núcleo de Treinamento Governador Antonio Mariz, localizado na rua José de Paiva Gadelha, no bairro Gato Preto. Com ações voltadas à sustentabilidade do meio ambiente, os eventos terão palestras e apresentações de grupos culturais focando o tema, estimulando a coleta seletiva, além de distribuição de mudas e oficinas de reciclagem.

Além da 8ª Expovale e 3ª Agrovale, o Sebrae Paraíba vai promover, durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), o Inova Gastronomia Paraíba (em João Pessoa, 16 a 18 de outubro) e o Seminário Inovação e Sustentabilidade nos Territórios da Cidadania (em Campina Grande, 16 a 18 de outubro).

Sobre a SNCT - A Semana Nacional de Ciência e Tecnologia é realizada, desde 2004, em todo o Brasil. Sua finalidade principal é mobilizar a população, em especial crianças e jovens, em torno de temas e atividades de ciência e tecnologia (C&T). A coordenação nacional é de responsabilidade do MCTI, por meio do Departamento de Popularização e Difusão de Ciência e Tecnologia, da Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social (Secis) e das coordenações locais.

SERVIÇO:


Comunicação do Insa: (83) 3315 6439/ 6409

Coordenação SNCT UFPB: (83) 3216-7071/7371 - secretariacopac@hotmail.com

Sebrae na Paraíba: (83) 2108-1218 – comunicacao@sebraepb.com.br 

Assessoria de Comunicação Social - (MCTI)  (61) 2033-7515 – imprensamct@mct.gov.br

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Os donos da rua


Diante da insuficiência do poder público em sanar as mazelas da sociedade e da insegurança demasiada nas grandes e médias cidades, a população ficou refém dos problemas sociais urbanos. O simples ato de sair de casa, seja para se divertir, trabalhar ou estudar, por exemplo, tornou-se uma tarefa crítica. 



Estacionar o carro ficou complicado na rotina da população, tornou-se um mercado  lucrativo e acirrado entre os guardadores clandestinos de veículos, os famosos flanelinhas. A classe passou a dominar e comandar a rua - um local público - como se fossem os verdadeiros “donos do pedaço”. O motorista, intimidado pela presença desses “profissionais” e com medo se ter seu carro danificado ou até ser vítima de agressões físicas, se vê obrigado a pagar por um falso serviço. Na ficha criminal de muitos guardadores conta práticas de delitos como furto, roubo, agressão e até homicídio.  

No Brasil, a Lei 6.242, do ano de 1975, aprovada pelo então presidente do país, Ernesto Geisel, regulamenta a atividade de guardador de carro. No entanto, a função não é legalizada e pode ser considerada crime. Ainda de acordo com a lei brasileira, e apesar de algumas contestações, o ato de pedir dinheiro ao motorista pode ser qualificado como extorsão - a intimidação com o intuito de alguma vantagem econômica indevida -, contravenção - o exercício ilegal da profissão -, formação de quadrilha e loteamento de espaço público. O acusado pode pagar pena de três meses a um ano, podendo ser estendida para até quatro anos.



O trabalho da polícia para conter e coibir tal prática ainda é escasso e ineficaz. A falta de leis que criminalizem a atuação dos flanelinhas permite a perpetuação do ato. “Podem prender os guardadores, mas eles vão voltar para trabalhar nas ruas”, disse Marinaldo Oliveira, presidente do Sindicato dos Guardadores e Lavadores Autônomos de Veículos de São Paulo (Sindiglaasp), em operação do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), que deteve, no mês de maio, 53 flanelinhas nas imediações do Estádio do Pacaembu, em São Paulo.

Não sou motorista, nem vítima dos flanelinhas, mas isso não me faz um cidadão menos indignado diante da atuação dos mesmos. É intolerável perceber que a população ainda é vítima desses bandidos camuflados de “guardadores de carro”. A segurança do povo e dos seus bens materiais em ambiente públicos é de responsabilidade do poder governamental, que mesmo ciente do problema, não toma uma decisão agressiva, definitiva e eficaz. 


quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Série “O Mensalão”: Capítulo 02



Não é nada fácil falar para esse brasileiro esquecido, é necessário que se abra aquela agenda de anotações largada no fundo da gaveta. O brasileiro esquecido é o mesmo que sabe dos últimos acontecimentos na novela das 21h, mas não lembra se quer dos principais nomes envolvidos com o Mensalão. 
Há mais de um mês acontece o julgamento do mensalão, o caso mais importante da história do STF. No entanto não parece ser tão importante para a maioria da população, ele corre solto e sem a devida atenção. A verdade é que o episódio do Mensalão não é um acontecimento a altura para mudar o descaso da política no Brasil. Será apenas mais um registro histórico do casamento entre política e corrupção. Alguém pensa diferente? 

(Eu sinceramente sonho com o dia em que os jovens desse Brasil serão menos banais e passarão a ser mais interessados em mudar o contexto político da nossa nação).

Quando foi escolhido para a relatoria da CPI dos Correios, em 2005, o deputado Osmar Serraglio disse que uma das principais dificuldades era receber material dos setores alvo de investigação, tendo seu trabalho dificultado (um verdadeiro absurdo). Ele completa dizendo: “Não admito que se diga que o mensalão não existiu”. De fato, negar o mensalão é uma afronta à inteligência do brasileiro que se interessa pelo assunto e quer justiça. Que o diga o ex-presidente Lula, que em entrevista ao ‘The New York Times’, disse que o Mensalão não existiu. Segundo ele, o governo não precisava comprar votos, pois, já tinha maioria no Congresso Nacional. Realmente, alguns políticos tem uma grande capacidade de convencimento. 


Mas, parece que Lula também entrou na lista dos brasileiros esquecidos, pois, no dia 12 de Agosto de 2005, quando a pressão do escândalo era grande, o então Presidente usou a rede nacional para fazer um pronunciamento e se desculpar do que acontecera. Vejam o vídeo e atentem para a frase: “Em 1980, no início da redemocratização, decidi criar um partido novo que viesse para mudar as práticas políticas, moralizá-las e tornar cada vez mais limpa a disputa eleitoral no nosso país”.

A retomada do assunto... 

A retomada do assunto ‘Mensalão’ veio por conta do julgamento, que começou no dia 02 de Agosto de 2012, no Supremo Tribunal Federal (STF), onde, na ocasião, foi feita a leitura de um histórico sobre o caso baseado no relatório do Ministro Joaquim Barbosa, que lembrou as acusações que pesam sobre cada réu e como o STF se posicionou em 2007, quando decidiu abrir a ação penal. 
Joaquim Barbosa fez uma apresentação resumida do relatório de 122 páginas elaborada por ele no final do ano passado, e aprovado pelo revisor Ricardo Lewandowski. A íntegra do relatório pode ser conferida no site do STF.

Continua... 



segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Propagandas de bebidas alcoólicas: legalmente ilegais


Desde 2000, devido à aprovação pela Câmara dos Deputados do Projeto de Lei 3.156, está proibida a propaganda de cigarro em rádio, televisão, jornais e revistas, e o patrocínio de marcas do produto em eventos culturais e esportivos. Ótima notícia! No entanto, propagandas de bebidas alcoólicas, principalmente a cerveja, continuam a ser exibidas pelos meios de comunicação de massa.


A indústria de bebidas no Brasil fatura mais de R$ 20 bilhões por ano e, segundo análise de 2008, por volta de 1 bilhão de reais/ano são gastos pelo mercado publicitário do ramo. Com uma linguagem atraente e atual, utilizando elementos como a sensualidade das mulheres brasileiras e o futebol, os anúncios sempre estão associados à descontração e divertimento, e passam a mensagem de que as bebidas alcoólicas tornam a vida melhor, ou mais agradável. 

O objetivo primordial é ganhar a atenção de jovens em fase de formação de caráter e personalidade. “A publicidade de bebida bate pesado justamente nessa população. E a gente sabe que o adolescente é vulnerável a essa influência. Existe uma crença generalizada de que o álcool é uma substância inócua porque é legal”, alerta o psiquiatra Dartiu Xavier. 

Quase metade da população do país não consome álcool, número que soa positivamente se compararmos com países como Alemanha e Inglaterra, onde o consumo passa dos 90%. No outro lado da moeda, isso significa uma grande parcela da população ainda suscetível à conquista das propagandas de bebidas alcoólicas, que, evidentemente, não evidenciam os danos consequentes do seu uso.



De acordo com relatório da OMS (Organização Mundial da Saúde), de 2011, o álcool é responsável por 4% de todas as mortes do mundo. A maior parte delas em pessoas entre 25 e 39 anos. Ele está diretamente atrelado a doenças, como câncer e cirrose, dependência, violência doméstica e acidentes de trânsito, por exemplo. Seu consumo coloca não só em risco a vida de quem as consome como também de outras pessoas. 

Depois de mais de 10 anos após a proibição das propagandas de cigarro nos veículos de massa, seu uso foi reduzido praticamente pela metade. Percebemos, então, que a proibição dos anúncios, principalmente na TV, de produtos derivados do álcool, é a solução mais sensata para alguns problemas de saúde pública do Brasil e de danos à vida social de seus usuários, muitos deles adolescentes. Só resta esperar que tal atitude seja tomada sem demora e independentemente do lobby dos magnatas da indústria e da propaganda de bebidas alcoolicas.

Vale ressaltar que atreladas à proibição, campanhas de conscientização e educação familiar também são de extrema importância.


 
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