Eram 22 horas e a pulsação de Ignácio convergia com os milésimos que pareciam correr mais lentamente em função de sua espera. Ele a esperava com uma sede de conhecimento profícuo, e que a força de suas tecladas recusava-se a acreditar que tudo aquilo poderia não passar de uma simples quebra de rotina pachorrenta.
Verídia adentrara o recinto virtual sagrado começando por tecer os diálogos usuais de cumprimentos e estados de espírito, tentando analisar nos pixels que formavam a grafia algum sinal de quereres que ultrapassassem o comprometimento “online’’. A querença de ignácio fazia-se de mesma natureza. Amantes em busca de um ideal que talvez fuja de suas possibilidades reais.
Dois países, dois estados, duas cidades, dois bairros, enfim, duas realidades. São desses dois estereótipos a realidade de muitas pessoas que perambulam pelas redes sociais e que acabam por desenvolver uma relação de afeto com um desconhecido ou relativo conhecido, na qual o abraço entre ambos possa não passar de um simples “HUG” digitado nas conversações.
Na chamada “Aldeia Global” , preconizada por McLuhan, o cuidado não só com a segurança no que diz respeito à números bancários, de Cpf, Identidade entre outros é necessário, mas assim como um cuidado com uma segurança que apercebemos de forma tênue quando desenvolvemos diálogos na world wide web: a segurança de sentimentos. Fundamental se você futuramente irá interagir com pessoas diversas e que por ventura conhecem seus ex(amigos, amores) virtuais. Ou seja, não expor algumas de suas pessoalidades é vital para uma melhor segurança [http://cartilha.cert.br/] no ciberespaço.
A questão de como nós podemos estar assegurados num mundo onde aumenta o uso de aplicativos online que expõem a rotina e as afinidades de cada, é um campo que necessita de delicada análise. Agir comedidamente não só na rede mundial mas como na chamada “vida real” é o grande norteador de uma segurança qualitativa.
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Locução e reportagem: LUIS SOUSA


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