quarta-feira, 13 de junho de 2012

Comportamento: Tempos modernos, tempos não céticos!




Em meio à modernidade desta nova década e a notável diversidade entre as pessoas, a espiritualidade tem tomado novos rumos, agindo de maneira diferente dentro de cada grupo que segue “tal” estilo de vida. Segundo o Dicionário Aurélio, Religião significa crença na existência de força ou forças sobrenaturais. Não há números exatos de quantas religiões, facções, seitas, filosofias religiosas e/ou pensamentos religiosos existem, mas sabe-se que são milhares. Cada qual com seus líderes espirituais, doutrinas, regras a serem seguidas, rituais e seguidores. O que há em comum é a devoção e o sentimento de estar submetido à uma força maior, que lhe ajudará em cada passo da vida.

 A religião na mente das pessoas está diretamente ligada à igreja, e diante de tantos casos infelizes envolvendo líderes religiosos, falsos profetas exalando heresias, e sendo tratada de maneira um tanto quanto comercial e metódica: é preciso ter uma religião para satisfazer um lado carente de algo, até mesmo para estar no modelo da sociedade. Pensa-se logo, por exemplo: “se sou cristã, então serei católica, protestante ou ortodoxa. Se sou protestante, tenho um naipe de igrejas, todos os quais com suas doutrinas e líderes, e irei escolher a que tem maior afinidade com meu modo de viver. Feito isto irei para os cultos, dízimo e pronto.” Falta o entusiasmo para aquilo que impulsiona a vida, as pessoas veem mais facilidade em cair no comodismo, e ficar por isso mesmo. Ou, depositam sua esperança em homens e quando veem algo mudando pra melhor na sua vida já se doam de corpo e alma para a religião, para a igreja que congrega, e aí o fanatismo toma o lugar da fé e da espiritualidade, a principio tão almejada.

 Todos buscam a felicidade, alcançar aquilo que tanto anseiam realizar, preencher o vazio que sentem muitas vezes por mágoas, angústias, até mesmo pela constante corrida pelo dinheiro. Algo para firmar seus sonhos e sentir-se bem, protegido mesmo em meio às adversidades, sentir o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não veem... É aí que temos a fé! Não dá para explicar o que é em palavras, mas ela mexe com o emocional, o sentimental das pessoas, e mesmo em meio a grandes tribulações serve como força ao cansado, alimento ao que está fadigado, faz acreditar que há um Deus (Força maior que rege sua vida, expressa pelo que se acredita) que está ao seu lado, e que lhe fará prosperar diante de qualquer situação.

 A confusão que atualmente existe neste tema é quando se mistura religião e fé, uma série de acusações amargas entre esses dois extremos acaba por confundir e criar divisores ainda mais intensos entre as pessoas, que por crerem em algo diferente do próximo não toleram a convivência, perdendo o respeito ao expor até mesmo sua opinião. Não há como viver de maneira autossuficiente, o ser humano é limitado e falho, e por natureza própria necessita estar amparado por algo que lhe dê segurança e não lhe abandone, principalmente nos momentos mais difíceis. E as bênçãos alcançadas na vida, será consequência dessa relação, devoção, a quem sentimos que cuida de nós, em todo o tempo, e que não é preciso estar em nosso meio fisicamente. Isso é o que importa, o que sustenta a fé de cada um, o resto é mero devaneio humano marcado por falhas por sermos exatamente humanos! Tendo em mente que sempre haverá buscas incansáveis a serem feitas, e nem sempre obteremos respostas óbvias e racionais, tudo depende do que fundamentamos e regemos em nossa vida.



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