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terça-feira, 11 de setembro de 2012

De novo, hein, Ibope?!



Após os devaneios cometidos pelo Ibope na Paraíba, em 2010, acreditava-se na sua redenção e comprometimento com os números da corrida eleitoral deste ano. Mero engano! Na última Terça, dia 04, o pesquisador Ricardo Miranda foi detido fazendo entrevistas com cédulas onde o nome da candidata do PSB, Estelizabel Bezerra, não constava na pesquisa de intenção. Após o ocorrido, a Justiça Eleitoral resolveu suspender a pesquisa.

O governador Ricardo Coutinho não mediu palavras sobre o caso. No twitter, declarou que o Ibope era uma máfia, de corruptos e corruptores. Foi mais além. Segundo Ricardo, a culpa não é de quem registra a pesquisa, mas de quem paga. Para quem não se lembra, em 2010, o Ibope foi acusado de manipular os números da corrida eleitoral. 

Em nota, o Ibope declarou que o erro foi da gráfica, que imprimiu as cédulas sem o nome da candidata Estela. Além disso, esse procedimento complementar onde houve a falha serve para verificar tendências de indecisos. Em entrevista ao Jornal da Paraíba, a diretora do Ibope, Márcia Cavallari, afirmou que o erro está sendo usado politicamente de forma injusta. "Não existe máfia. Só um erro na falha da matriz da gráfica", rebateu. 

Erros como esse são imperdoáveis para Institutos de Opinião do tamanho do Ibope. Todas as próximas pesquisas terão, mesmo que não queiram, uma certa desconfiança nos números. Mas as urnas sempre indicam a vontade do povo. A eleição só é decidida na última hora. Essa é a mais pura verdade!


segunda-feira, 9 de julho de 2012

Política: Morre o poeta de Campina

 Foto: Francisco Franca
 
Na manhã do último sábado, dia 07 de julho, faleceu Ronaldo Cunha Lima. Com ele, vão-se anos dedicados ao poder e ao povo paraibano; vão-se as glórias e os fracassos; o medo e a solidão. Coragem, ousadia. Infelizmente se rendeu ao sujo e a paciência lhe traiu. Foi enganado pelo político que existia em si mesmo. Aquele tiro, disparado contra Burity, havia assassinado a sua essência. Só lhe restaram as poesias. Essas ficam, permanecem limpas.

Ronaldo ficará na história da nossa pequena Paraíba, não só pelos seus atos, mas pelo seu amor a literatura. Campina Grande que diga. Viveu e morreu por esta cidade. Mesmo agonizando, quis morrer onde foi adotado e acolhido. Essa paixão ficou evidente no seu velório, no Parque do Povo, obra feita em seu governo. Uma multidão quis dar um último adeus. Choram pelo homem e pelo poeta que foi. Isso ninguém tira.

Nem tudo são lágrimas. O encontro entre Ronaldo e Augusto dos Anjos no céu será, sem dúvidas, a realização de um sonho. Fica na mente....

"Pode até meu amor já ter morrido. Podes dizer que teu amor morreu. Só não pode morrer, nem faz sentido,aquele amor que nosso amor viveu."

Ronaldo Cunha Lima




 
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